Esta manhã, depois da aula de hidroginastica, fui dar um pequeno passeio na zona ribeirinha de Alvor, um pouco mais à frente do Complexo Desportivo.
Levava no bolso uma brisa, que fez questão de me aconpanhar.
Atravessei as barracas dos pescadores e, alguns passos depois, encontrei-me com uma menina e um cão. Parei junto a eles, tirei do bolso a brisa fôfa, e perguntei-lhes se queriam ficar com ela. A menina e o cão não se mexeram, não me responderam e nem sequer mostraram que gostariam de ficar com a minha pequena brisa; mas por outro lado, também não disseram que não queriam, apenas ficaram quietos, olhando no infinito.
Tirei-lhes uma, duas, três fotos, antes de colocar o Coração Rosa Velho no lombo do cachorrinho. Depois tirei mais uma ou duas e afastei-me.
O Coração Rosa Velho lá ficou, muito encolhidinho, sob a proteção da menina e do cão, eram exatamente 9h e 58m.
Afastei-me em direção ao carro e uns passos mais à frente voltei-me para trás e olhei mais uma vez para os meus "amigos". Estes continuavam sem se mexer, no mesmo lugar, segurando a pequena brisa. Quase diria que vi um leve sorriso nos lábios da menina e ouvi um latido da boca do cão, mas tudo não passava da minha fértil imaginação pois eles continuavam exatamente na mesma, petrificados.
PETRIFICADOS??! Claro, claro que sim, pois "A menina e o cão" não passa de uma estátua de mármore que ali está à espera de quem olhe para ela. E agora, tem consigo um presente para quem se aproximar: o Coração Rosa Velho.
"O silêncio também fala, fala e muito! O silêncio pode
falar mesmo quando as palavras falham."
Osho
Osho